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O que s√£o Modos Gregos?

Leandro Ferreira
Leandro Ferreira

Modos Gregos s√£o sonoridades, uma boa forma de entender isso, seria saber que modos gregos est√£o para a audi√ß√£o assim como as cores est√£o para a vis√£o. E n√£o √© por acaso que a palavra ‚Äútonalidade‚ÄĚ se encaixa muito bem em ambos os contextos.

Todo som produz uma sensação

Toda m√ļsica gera sensa√ß√Ķes e, uma pessoa que sabe modos gregos, consegue atrav√©s do entendimento de cada um, provocar essas sensa√ß√Ķes e ainda nomear estas sonoridades, podendo assim, entender facilmente o contexto quando precisar tocar e ainda nomeando o que se est√° tocando ele vai saber como ensinar estes modos. Imagine, por exemplo, uma orquestra, se todos os m√ļsicos e as m√ļsicas souberem o modo da can√ß√£o que est√£o tocando, mesmo que n√£o haja nenhuma partitura os guiando, todos saber√£o pelo menos qual √© a escala que precisam tocar.

Orquestra tocando m√ļsica.

Nomeando escalas

Quando come√ßamos a aprender m√ļsica, logo chegamos naquele ponto de aprender as escalas maiores e menores e, muitas vezes, isso √© tudo o que vamos explorar em toda uma jornada musical. Por√©m, nos limitando a isso, deixamos de explorar as in√ļmeras varia√ß√Ķes que estas escalas possuem. Da√≠ a import√Ęncia de estudar os modos, que pensando apenas na escala maior como base, nos dar√£o neste caso mais algumas varia√ß√Ķes interessantes, para entender melhor veja os exemplos a seguir:

Escala maior

A escala maior que conhecemos possui os intervalos de T√īnica: 2¬™ maior, 3¬™ maior, 4¬™ justa, 5¬™ justa, 6¬™ maior, 7¬™ maior e 8¬™ justa. Para ficar mais f√°cil, se pensarmos na escala de D√≥ maior, temos (C, D, E, F, G, A, B, C). Com esta escala j√° encontramos o modo C J√īnio e se fizermos pequenas altera√ß√Ķes nesta escala come√ßamos a descobrir mais modos:

Escala menor

A escala menor natural que conhecemos possui os intervalos de T√īnica: 2¬™ maior, 3¬™ menor, 4¬™ justa, 5¬™ justa, 6¬™ menor, 7¬™ menor e 8¬™ justa. Para ficar mais f√°cil, se pensarmos na escala de D√≥ menor, temos (C, D, Eb, F, G, Ab, Bb, C). Com esta escala j√° encontramos o modo C Eolio e se fizermos pequenas altera√ß√Ķes nesta escala come√ßamos a descobrir mais modos:

Veja que apenas uma alteração na escala menor natural tradicional já gerou uma alteração de sonoridade, porém ainda temos uma outra variação, veja só:

Conclus√£o

Toque no seu instrumento, se possível usando uma base em C (como neste exemplo), para analisar as diferentes sonoridades.

Em resumo, os modos gregos s√£o ferramentas que v√£o fazer com que voc√™ entenda e controle a sonoridade, seja de uma melodia, solo ou harmonia de uma m√ļsica.